29 de agosto de 2007

Nel Mezzo Del Camim...

Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada
E triste, e triste e fatigado eu vinha.
Tinhas a alma de sonhos povoada,
E a alma de sonhos povoada eu tinha…

E paramos de súbito na estrada
Da vida: longos anos, presa à minha
A tua mão, a vista deslumbrada
Tive da luz que teu olhar continha.

Hoje, segues de novo… Na partida
Nem o pranto os teus olhos umedece,
Nem te comove a dor da despedida.

E eu, solitário, volto a face, e tremo,
Vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.

(Olavo Bilac)

25 de agosto de 2007

E eu só poderia dizer: "Obrigada por tudo, meus amigos."


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23 de agosto de 2007

Volume II: “Da nutilidade e do sofrimento da vida"

Sentimos a dor, mas não a ausência de dor; sentimos a preocupação, mas não a ausência de preocupação; o medo, não a segurança. Sentimos o desejo, como sentimos fome e sede; contudo, assim que ele é realizado, ocorre como no caso do bocado de comida degustado, o qual, no instante em que é engolido, cessa de assistir para o desejo. Sentimos doloridamente a ausência de prazeres e alegrias logo que não cheguem; mas se as dores findam, mesmo após uma longa presença, a sua ausência não é imediatamente sentida, quando é muito pensada intencionalmente, por meio da reflexão. Pois apenas a dor e a carência podem ser sentidas positivamente, dando sinais de si, por conseguinte, de maneira independente: o bem-estar, ao contrário, é meramente negativo. Em conseqüência, os três maiores bens da vida, a saúde, a juventude e a liberdade, nós não percebemos diretamente enquanto os possuímos, mas somente depois de tê-los perdido: pois também eles são negações. Que dias de nossas vidas foram felizes, só os notamos depois que cederam lugar a dias infelizes. À medida que os prazeres aumentem, diminui a suscetibilidade para eles: aquilo com o que nos acostumamos não é mais sentido como prazer. Justamente por isso aumenta a suscetibilidade para o sofrimento, pois o término daquilo com o que nos acostumamos é sentido doloridamente. Portanto, a medida do necessário aumenta com a posse; logo, a capacidade para sentir dor. As horas passam mais velozes quanto mais agradáveis; tanto mais lentas, quanto mais tormentosas, porque a dor não o prazer, é positiva, e assim a sua presença se faz sentida. Exatamente por isso somos conscientes do tédio, não do passatempo. O que prova ser a nossa existência a mais feliz possível quanto menos a percebemos: daí se segue que seria melhor não a possuirmos. Alegria grande e vivaz só é de fato pensável como conseqüência de uma necessidade que a precedeu, pois nada pode ser acrescido a um estado de um contentamento duradouro, a não ser algum passatempo, ou a satisfação da vaidade. Eis o motivo para todos os poetas se obrigarem a mostrar seus heróis em situações temerárias e penosas, com o fito de novamente os libertar. Por conseqüência, dramas e épicos só descrevem homens lutando, sofrendo, atormentados, e cada romance é uma caixinha de teatro na qual consideramos os espasmos e convulsões do coração humano angustiado.


(Arthur Schopenhauer)

17 de agosto de 2007

Não é difícil perceber o quanto a sociedade influencia em meu "ser"; é claro e óbvio.

Quando páro para pensar no que eu fui e no que eu me tornei, percebo claras mudanças em meus pontos de vista e claras mudanças em minhas atitudes.

Nunca pensei que eu tivesse sido tão influenciada por tudo e por todos - nunca pensei ou nunca quis perceber -, pois é notável todo meu receio de (con)viver no momento atual.

Me sinto encurralada por meus próprios conceitos. Conceitos os quais eu não quis - eu não quis -, mas que foram necessários para minha sobrevivência e preservação.

Às vezes chego a pensar que dentro de mim existem duas pessoas e não apenas uma como o usual. É algo estranho para se pensar, porém vejo essa "dupla-identidade" como: a metade reprimida pelo mundo e a metade que continua intacta.

Pois bem! Não é possível dizer que sou simples... Acho que sou complexa até demais. Mas me conhecer não é tão difícil quanto parece.. Aliás, você - leitor assíduo - me conhece mais do que deveria.

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11 de agosto de 2007

E a vida continua...

... a mesma confusão de sempre.

São sempre os mesmos dilemas e as mesmas situações... Quase sempre as mesmas pessoas em minha mente. Mente a qual procura por respostas de perguntas que não podem ser respondidas; por dias mais felizes do que os dias mais felizes de minha vida.. até agora; pela paisagem mais perfeita e pelas pessoas certas (apesar de saber de que elas não existem).


Uma pergunta: "O medo existe para que estejamos sempre recuando ou para que seja enfrentado?"
O que eu penso: "Acho que ele existe para que seja feita uma avaliação de toda situação e, com isso, recuar ou enfrentar."
O senso comum diz: "Para ser enfrentado, é claro!"


Outra pergunta: "Por que as pessoas têm medo de amar?"
O que eu penso: "Por que as pessoas têm medo de amar?! Acredito que nem 'Deus' pode responder esta questão. Pois não há, em todo o Universo, um sentimento mais bonito do que o Amor e mesmo assim as pessoas têm medo de sentí-lo.
O Amor não tem limites; o Amor não tem forma; o Amor não tem jeito. Não adianta tentar decifrá-lo, pois não se pode compará-lo com outro.
O medo de amar, para mim, é fruto de uma paixão frustrada; um coração machucado.."
O senso comum diz: "Amor? (...) É de comer?!"


O medo é uma realidade constante. Quem disser que nunca teve medo, mente..
Eu o encaro como parte da vida.. O que posso fazer se o mundo está nesta situação?

Respondendo à pergunta que você - caro leitor -, provavelmente, está mentalizando: Não, eu não confio no mundo faz muito tempo. Ele nunca me inspirou confiança...

Mas deixo-os filosofando em minhas filosofias intermináveis... Com o aviso de que elas não te levarão a lugar algum, do mesmo modo como eu estou, parada, em frente ao computador.

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10 de agosto de 2007

Crises existenciais?

Quem nunca as teve?
Quem nunca as terão?

Mas estou melhorando... Tomando minhas loUcas decisões.
O difícil é que tudo me leva a pensamentos estranhos e que me confundem cada dia mais... Me sufocando; tirando meu sossego.

Mas tudo irá passar, a vida continuará perfeita como ela sempre esteve e eu continuarei feliz junto aos meus companheiros de estrada.

Sinto falta de Clarice e seus pensamentos (quase) sempre perfeitos; sinto falta de Leminski e suas verdades infindáveis; sinto falta dos poemas e dos livros que não terminei de ler.

Espero que esta "tortura" termine este ano. Porém, se isso não acontecer, eu dou um jeitinho etentarei não reclamar muito.

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5 de agosto de 2007

Amizades


"Há 2 espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e ... os amigos, que são os nossos chatos prediletos."
(Mário Quintana)


Achei que este pensamento dele condizia ao que eu sempre pensei... Rs!

Quantas vezes por dia não ouço ou não falo: "Como você é chato(a)!" ?!

Acho que a amizade se mostra tão grandiosa que não importa quão chato seu amigo é: você o suportaria mesmo que ele fosse mais chato ainda!

Tenho poucos exemplos de pessoas que diriam: "Li.. Você é minha chata predileta!". rs
Afinal, todos sabem que amigos podem ser contados nas mãos.. às vezes, apenas em uma.
E estou muito satisfeita e muito feliz com eles!

É verdade que tenho pensado muito sobre as minhas amizades... Posso dizer que algumas foram temporárias e outras são para minha vida toda. Porém, ainda não conclui algo concreto sobre a palavra amizade e todos os sentimentos que a envolvem.

Talvez daqui a um dia - ou dez anos - eu possa lhes contar minha conclusões.

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