*Musiquinha de celular*
Acordo e olho para aquele celular piscante e barulhento. Desligo-o e volto a dormir.
Enrolada em meu cobertor, fico vagando em minha mente e vasculho meu passado atrás de um momento bom.
Cinco, seis, sete, oito, nove, dez... doze minutos e sou obrigada a levantar, afinal, estou atrasada para tomar meu curto – porém relaxante – banho.
Por se tratar do inverno, logo vem uma corrente fria ao redor de meu corpo dizendo-me para voltar para minha cama, mas tenho minhas obrigações diárias e não deixo com que me desanime. Dispo-me e entro em meu banho. Algo em torno de dez ou quinze minutos..
Seco-me e coloco uma jeans, minha camiseta preferida, all star preto e uma blusa. Não me esquecendo – é claro – de colocar minha pulseira, meus brincos e passar meu perfume levemente adocicado. Prendo meus cabelos e vou para meu curso.
O dia passa rápido e logo é a hora do almoço. Hora de reunir os amigos e sentar à mesa. Não é somente a hora de comermos, mas sim a hora de contar piadas, rir e trocar sobremesas após o almoço.
Fumo meu cigarro. Escovo meus dentes. Vou ao banheiro. Volto para a mesma mesa onde me sentei para almoçar e começo a estudar.
Matemática, Biologia, Química, Literatura... Por onde começar?! Química e Literatura descartadas por falta de material e falta de paciência para leitura, respectivamente. Matemática é descartada por falta de interesse em geometria espacial e polígonos. Resta-me Biologia, mas... Biologia I, II ou III? Vamos estudar as plantinhas, vai.
Abro a apostila na aula das plantinhas, pego o marcador de texto e marco as partes importantes da primeira página. Chegando à segunda, lá se foi a concentração e tudo vira zona.
Olho para fora e vejo um ser dos olhos castanhos escuros, cabelos louros e bem compridos, nem magro e nem gordo, tatuagem no braço e um cigarro na mão. Lembro-me de que terei uma aula com ele dali a alguns minutos. A feição muda e os livros se fecham.
Aula interessante, porém o cansaço domina totalmente e, mesmo sendo realmente interessante, os olhos parecem cada vez mais pesados.
Respondo às perguntas, faço minhas frases, olho para os lados, sou cutucada frequentemente e fim... hora de voltar para casa.
Metrô semi-lotado com algumas pessoas com feições não muito amigáveis e duas pessoas sorridentes, ou seja, eu e minha amiga.
Despeço-me. Desço na estação programada e vou em busca de meu pai que me espera – de carro – em frente a uma drogaria. Recebo a notícia: a janta está por minha conta hoje.
Chego em casa, ligo o computador e entro na internet.. Ninguém interessante no messenger ou no orkut.
Lembro-me do abandono de meu blog e começo a escrever algo decente, porém olho para o relógio... e saio correndo.
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"Somos donos de nossos atos, mas não donos de nossos sentimentos; Somos culpados pelo que fazemos, mas não somos culpados pelo que sentimos; Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos... Atos são pássaros engaiolados, sentimentos são pássaros em vôo" (Mário Quintana)
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